domingo, 6 de dezembro de 2015

Final Fantasy VII Remake ganha trailer e mais novidades sobre o lançamento!

Alooooooooooooooo calangada, hoje eu lhes trago uma novidade das boas: Aconteceu neste fim de semana, dias 05 e 06 de Dezembro de 2015, a PlayStation Experience 2015, um evento voltado exclusivamente para os usuários dos consoles da família PlayStation, em especial novidades para os consoles PS3 e PS4. Mas, o mais importante foi o aguardado trailer do remake do saudosíssimo jogo Final Fantasy VII.

O trailer oficial vocês acompanham aqui, mas a galera do Brasil já fez uma versão legendada! Durante o trailer é possivel ver algumas cenas de batalha, e diga-se de passagem parece promissor! Segundo Yoshinori Kitase, produtor do projeto "Final Fantasy VII Remake", o jogo não vai ser focado na ação [UFA!] mas vai ter esse elemento em maior quantidade do que os jogos anteriores. Ou seja, as batalhas serão em tempo real, como no Final Fantasy XII e XIII.

Há outro porém nesse remake, e que é importante ressaltar: haverão algumas mudanças na história do remake para que ele se encaixa em toda a cronologia montada com o filme Advent Children e os jogos que foram lançados [ Before Crisis, Dirge of Cerberus e Crisis Core]. Assim, o lançamento do Remake deve fechar os pontos que ficaram em aberto e\ou mudados com todo o conteudo extra adicionado.

Uma iniciativa legal do site GameSpot foi comparar  as cenas do trailer do Remake com cenas do jogo clássico. Vale a pena ver o vídeo.

Final Fantasy VII Remake está previsto apenas para o PS4, e até agora as notícias dão ele como exclusivo do console da Sony.

EDIT: Em tempo, foi confirmado pela própria Sony que haverá uma versão para o Xbox One, porém em data posterior ao lançamento para o PS4.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Calango entrevista: Anésio Vargas Junior, da New Order Editora

Alô alô Calangada, estamos de volta a velha rotina e vamos retomar nossas atividades com uma nova coluna no nosso querido blog: Calango entrevista! E nosso primeiro convidado é ninguém menos que Anésio Vargas Junior, da New Order, um dos responsáveis em trazer para o Brasil o mais que esperado "Lenda dos Cinco Anéis" e o aclamado "Numenera"!

Então, sentem-se, relaxem e apreciem este breve bate-papo!


Apesar de ser clichê e tudo mais, gostaria de começar perguntando quem é o Anésio Vargas Junior e porque resolveu se enveredar no meio das editoras de rpg.

Difícil essa pergunta, falar sobre si mesmo é mais complicado que parece. Sou um cara tranquilo, amigo, nasci na Tijuca no Rio de Janeiro e além da New Order mantenho um escritório de Advocacia. Gosto de me reunir com amigos jogar um Rpg, Board Game, tomar umas cervejas. Resolvi fundar a New Order ao lado do Alexandre pois é um sonho antigo de adolescente que perdurou na fase adulta. Sempre sonhei em ter uma loja de Rpg,uma editora, por muito pouco não abri uma a uns 18 anos atrás. 


Entendo, o sonho de muitos nerds: viver fazendo o que gosta haha Uma das coisas que me surpreendeu foi a ousadia de vocês: começar lançando aqui no Brasil um sistema\cenário praticamente desconhecido, o Yggdrasil. E no final acabou sendo um sucesso! Como foi que vocês lidaram com isso?

Acreditamos que o Yggdrasill daria certo por causa do tema, só existia o reinos de Pedra da Conclave em português por aqui. Eu e o Alexandre somos admiradores da Mitologia Nórdica; assim como o Fernando, o Ling e o Bolão, alguns de nossos amigos de mesa. Testamos alguns sistemas, fizemos adaptações, ai descobrimos o yggdrasill que nos completou. A série viking chegou em um bom momento, acredito que Ragnar, Rollo e Floki nos ajudaram bastante.


Ah isso com certeza haha O timing com a série Vikings foi exato, e já pegou uma galera que tava no embalo

Verdade. O Ygg teve apoio de muita gente que nunca tinha jogado Rpg, o cara comprou por causa do tema, só eu converti uns 5 vizinhos meu ao Rpg por causa dele.


Foi mais ou menos o que aconteceu também com o Lenda dos cinco anéis? Quero dizer, havia toda uma expectativa no lançamento em português e, acredito eu pelo que acompanhei, vocês realmente ganharam o respeito do pessoal ao trazer Rokugan para nosso mercado.

Acredito que sim. Ele teve anteriormente duas tentativas frustradas,e muita gente desde que divulgavamos o Yggdrasill pediam o Lenda dos Cinco Anéis. Eu não o conhecia na época, é um cenário que encanta, é apaixonante e tem um dos jogadores mais fiéis e intusiastas que eu conheço.A New Order foi apenas o portal e eles nos ajudaram bastante, o Alexandre tem um grupo, jogo com ele e com outro amigo.


Vocês tem feito um excelente trabalho, isso é inegável, especialmente no que diz respeito aos financiamentos. Em algum momento houve receio em fazer uso dos financiamentos coletivos, ainda mais devido a alguns problemas que vários fcs tem enfrentando?

Sim. Sabíamos que nosso meio é muito crítico, intelectualizado, são clientes exigentes, se você cometer um erro pode se queimar. Mas também são compreensivos entendem quando você chega e da uma satisfação. Olha pessoal, vai atrasar, a maioria é ok, 95%, só querem respeito, eu também sou jogador e consumidor, vejo por outra ótica sempre, em tudo que eu faça. Acho que ajuda bastante, a comunicação, a maioria de nossos clientes se tornaram amigos.


Fato. Nenhuma noticia eh pior que uma notícia do tipo "aconteceu tal imprevisto, vamos atrasar". Diálogo sempre é importante, especialmente para dizer o que está acontecendo.

Agora nós conseguimos ter uma noção real de prazo, infelizmente imprevistos acontecem, o diálogo é tudo.


Aprendendo com os próprios erros e com os erros de outros. Excelente caminho para o sucesso. Mas aí vem aquele questionamento, pessoal até demais. Há anos [que eu me lembre, desde o começo dos anos 200] há essa "coisa" de dizer que o mercado nacional de rpg está em crise, fraco. Mas dai surgem vocês e mostram que não, que é possível sim lançar livros excelentes, a um preço razoável e de qualidade excepcional.

Eu digo que, financiamento coletivo, é o futuro. Se souber usar a plataforma, vai-se longe. Os financiamentos mostram que temos mercado, e o número de jogadores só tendem a aumentar com o cenário da maneira que estar. Diversas editoras publicando livros maravilhosos, oxigenado seus sistemas, esse momento é lindo.


Isso sem falar nos suplementos, acessórios, e tudo mais que cada sistema e cenário possui. O próprio Numenera, recentemente financiado, tem vários. Vocês pretendem trazer todos ou haverá uma seleção? Digo o mesmo sobre o Lenda dos Cinco anéis e 13ª Era.

Sabemos que oa suplementos não vendem tanto quanto o Core, na verdade não chegam nem perto. Mas pretendemos trazer oa suplementos sim, estamos estudando maneiras de se fazer isso. Esse ano sai suplemento de jogos nossos, um deles iremos anunciar sábado na World Rpg Fest.


Eita Giovana, segura esse forninho! Então teremos ainda mais novidades no WRPG? Isso é pra deixar qualquer um ainda mais animado haha Você poderia adiantar algo para a gente ou quer deixar o suspense no ar?

[Risos] Sim.  Se eu falar você mata na hora...bom, essa notícia sera dada na mesa de Lenda dos Cinco Anéis. Não posso falar mais, senão to ferrado.


Nossa hahaha agora bateu aquela curiosidade. Ainda bem que o WRPGfest tá chegando hahahaha aproveitando a deixa: Vocês ja tem um cronograma de lançamento pra esse ano?

Iniciaremos a campanha do The Strange para novembro, uma pré Venda para Dezembro, ainda devemos lançar um Card-Game e tem o Belrefard. Um RPG de horror medieval com pegada brutal e crua. Bebendo de fontes como H. P. Lovecraft e Robert E. Howard, traz uma experiência mortal e reveladora de um mundo que está abandonado a própria sorte. Belregard é um jogo Nacional, não se trata de tradução, ele vira por Crowdfunding, a qualquer momento. Meta baixa, preto e branco, papel off set imagens que nos remetem a decada de 90. 


Para finalizar, gostaria de dizer algo para os leitores?

Gostaria de pedir para que nos ajudem a fazer um trabalho cada vez melhor, corrigir nossos erros, elogios e conselhos também são bem vindos. Qualquer coisa me procurem no Facebook ou por email. E gostaria de agradecer a você, Adherbal, pelo convite e oportunidade de falar da New Order e divulgar o Rpg é algo que me da enorme prazer. E obrigado pelo apoio de todos vocês leitores, jogadores, se existimos é porque temos a confiança de vocês.

Eu que agradeço a oportunidade de poder ter essa conversa. No mais, sucesso com a editora!

terça-feira, 14 de julho de 2015

Kojima, Konami e o futuro da franquia Metal Gear: é o fim?

Alô alô calangada, hoje venho com uma notícia [ou seriam duas?] nada alegre. 

Parece que as diferenças entre o pensamento de nosso ídolo [ou dos fãs da série Metal Gear] Hideo "papai" Kojima e o direcionamento da Konami sobre a franquia chegaram no limite extremo e que muitos esperavam que não chegasse, levando Kojima a tomar uma decisão um tanto quanto drástica: nos últimos meses Kojima vinha dando sinais de que Metal Gear Solid V: The Phantom Pain seria o último trabalho da Kojima Productions.

Maaaaaaaaaas, antes disso, para entender o motivo dessa "briga", gostaria de explicar o que levou a esse racha.

Konami: Um negócio de família

Como muitas empresas japonesas, a Konami surgiu como uma empresa familiar. Co-fundada por Kagemasa KOzuki, Yoshinobu NAkama, e Tatsuo MIyasako [daí o nome Konami] como uma empresa que criava e consertava jukeboxes e coisas do tipo [afinal, todos sabemos como os japoneses adora karaokê e afins haha (ok ok, desculpem o estereótipo :P)]. Com o passar dos anos a empresa se ramificou e passou a atuar em diversos setores, sendo o mais famoso o de jogos eletrônicos. Que criança\adolescente dos anos 1990 e começo dos anos 2000 nunca jogou, ao menos uma vez, algum jogo da franquia Winning Eleven? Pois mais ou menos na mesma época foi lançado o primeiro Metal Gear Solid, e é aí que a treta começa...

Kojima x Konami: disputa de interesses

Segundo alguns sites e revistas especializada, os rachas entre Kojima e a Konami começaram em principios dos anos 2000: praticamente todo dinheiro feito com a franquia Winning Eleven era investido na franquia de Metal Gear Solid, já que os jogos desta última franquia demandavam uma grande soma de dinheiro devido às melhorias gráficas cada vez maiores. Em contrapartida, a franquia  Metal Gear não gerava tanto lucro que compensasse o investimento, e por várias vezes Kojima anunciou que "este será meu último Metal Gear".

Um dos motivos é o tamanho da empresa Konami e, por causa de suas ramificações, muitos investidores, sócios e afins não compartilhavam a idéia e os riscos que são inerentes à publicações de games [vide o caso de Silent Hills, que foi precocemente cancelado]. Entretanto, devido ao sucesso junto ao público, Kojima era bem visto pela diretoria da Konami, o que favoreceu e atrasou sua saída.

Atrasou, mas infelizmente não impediu sua saída. Segundos alguns sites, os custos operacionais do último título da franquia foram altos demais, e junto a ascensão de Takuya Kozuki, filho do ex-diretor, a Konami estaria reformulando toda sua divisão de jogos eletrônicos em vista das grandes mudanças que acontecem no mercado de portáteis na Ásia. Assim, neste ano e no próximo a Konamis passará por uma reformulação e revisão em toda sua estrutura de jogos, a fim de se manter firme neste mercado e garantir seu nicho.

Fim da história: adeus Kojima Productions.

O anúncio da saída de Kojima já era meio que esperado, devido a todos os rumores que vinham rolando pela internet. Porém, o que pegou muita gente de surpresa foi o anúncio do fim e dissolução da Kojima Productions. EU particularmente creio que isso não vá acontecer, já que o próprio Kojima disse que o fim de fato só aconteceria em Setembro, quando do lançamento do "último título da franquia Metal Gear". Que a Konami continuará firme e forte, disso eu não tenho dúvidas; que Kojima é um grande e talentoso desenvolvedor, também não. 

Mas ter um ataque de pânico achando que nunca mais teremos um Metal Gear de qualidade é, no mínimo, estupidez. Existem muitos desenvolvedores talentosos nas fileiras da Konami, e por favor, nenhum jogo é feito por apenas uma pessoa; existe toda uma equipe por trás disto e que deve sim ser valorizada.

Sendo fã que sou da franquia, espero mesmo de coração, que eles consigam manter a qualidade e toda a história dos jogos. Porque criar um jogo é fácil, mas manter ele inserido dentro da cronologia "oficial e canônica" é que é complicado.

terça-feira, 16 de junho de 2015

EXTRA EXTRA EXTRAAAA!!!! ANUNCIADO O REMAKE DE FF7 NA E3 2015!

Olá calangada! Hoje trago uma notícia extremamente maravilhosa para todos os fãs de uma das maiores obras-primas da Square: Final fantasy VII.

Nesta segunda feira, dia 15 de Junho de 2015, durante sua conferência na E3, a Square-Enix anunciou oficialmente que está trabalhando no remake deste jogo que, creio eu, marcou a infância\adolescência de muita gente! Adam Boyes, executivo da Sony Entertainment America, foi quem deu a excelente notícia. O trailer pode ser visto neste link, enquanto que o video de apresentação na E3 está neste link. Inicialmente o jogo será lançado para o PS4, porém alguns sites divulgaram a informação de que também será lançado para Xbox One e Ps3.

Esta é uma noticia maravilhosa, mostra que a Square finalmente está ouvindo os fãs. Eu mesmo estou sem palavras quando vi o vídeo da E3, pois estava curioso pra saber a quantas anda o projeto "The Last Guardian", outra promessa da Square de anos...

Enfim, para quem é fã e sente saudades deste jogo que marcou época e até hoje é referência no mundo gamer, vamos ter esperanças de que a promessa seja cumprida. Só nos resta aguardar!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

21º RPG na Ilha - WE ARE LEGION!

Alô alô calangada venho hoje para falar que neste último sábado, dia 16 de Maio de 2015, aconteceu no Masterplace Mall o 21º RPG na Ilha! O evento foi tão foda, mas tããããããããão foda que eu mesmo precisei de alguns dias para digerir tudo o que aconteceu!

Quando o evento começou às 9 horas já havia gente esperando! uhuuuuuuuuuuuuuuuu


Segundo a Liga da Justiça organização do evento, passaram oficialmente mais de 200 pessoas: quer dizer, pelo menos 200 pessoas passaram pelo evento, assinaram a lista e ainda participou de alguma das atividades!!!!!!11onze1!!1! Isso sem falar na quantidade de curiosos que chegou e perguntou que evento era! Sucesso total pros organizadores!

Mas aí vocês me perguntam, "o que rolou no evento?" Bem, tivemos diversas mesas dos mais variados boards e card games, pra todos os públicos e gostos! Rolou o segundo torneio da Liga Capixaba de X-Wing e o torneio de Summoner Wars. Também teve playsteste do Projeto A.R.E.N.A., do nosso amigo e designer capixaba Luis Fernando Tom, sempre prestativo para explicar as regras de seu jogo [que já está sendo um sucesso e torcemos para que conquiste o Brasil inteiro \o/ ].

Ao longo do evento foram sorteados diversos brindes para a galera! Foram camisas, action figures, livros e até um exemplar do Chamado de Ctulhu, versão nacional!!! Mas, definitivamente, o maior prêmio foi ver esse evento crescer e chegar aonde está. Meus parabéns aos organizadores que se sacrificam pra proporcionar toda essa diversão ao público!

Ganhadores dos brindes sorteados. Tem gente que tem uma sorte hein hahahaha

E como não poderia deixar de ter, uma foto da galera!

WE ARE LEGION!!!
No mais, desejo sucesso aos organizadores e que o evento cresça mais e mais!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Unboxing: Yggdrasill.

Olá calangada! Hoje tive uma surpresa das grandes: finalmente recebi minha cópia do RPG Yggdrasill! O sistema foi lançado através de financiamento coletivo na plataforma do Catarse.

O pacote veio super bem embalado.  
Achei que o drinking horn poderia ter sido danificado mas não, estava perfeito!
O pacote veio super bem embalado, com MUITO plastico bolha, mas muito mesmo! Foi até difícil abrir e desempacotar tudo hahaha. Além do livro básico, veio um drinking horn, um rolador de dados em couro, o mapa da Escandinávia em tecido e o Caderno de heróis [uma espécie de caderno de anotações para longas campanhas haha]. A única ressalva é que o pessoal da New Order poderia ter enviado por meio de impresso, ao invés de encomenda simples: assim teriamos rastreio e ainda poderia sair mais barato o envio. Fora isso, estão de parabéns!

Rolador de dados em couro com as runas de Odin na tampa.

Desembalando o pacote deu pra ver a qualidade do material, tudo muito bem feito e caprichado nos detalhes. Fiquei impressionado mesmo com o livro, que veio com uma parte da capa e da contra capa com verniz localizado, o que deu um tchan a mais! O mapa em tecido também ficou muito bonito: dá até medo de usar em jogo de tão bom que ficou hahahaha.

Enfim, esse financiamento valeu muito a pena pela qualidade de todo o material. Agora é começar a ler o livro para narrar uma aventura o quanto antes!

Livro Básico e Caderno de Heróis do Yggdrasill: é muita lindeza! Só o livro básico é um luxo a parte. 
Mapa em tecido: ficou realmente muito lindo, dá até vontade de emoldurar!

Até a próxima pessoal! E desculpe pelas fotos tremidas hahaha.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O "problema" dos financiamentos coletivos no Brasil

Olá a todos. Desculpe começar num tom mais sério, mas é justificado. Venho acompanhando nos últimos meses a enxurrada de financiamentos coletivos [que vou simplesmente chamar de FC's pra encurtar] que foram sendo lançados Brasil afora, e sinceramente muitos me fizeram sentir arrependido.

Vou falar ponto a ponto o que mais tenho visto e, por favor, antes de criticarem essa é a minha experiência com os FC's, pode não representar a maioria mas ainda assim é o que tenho visto nas mais diversas plataformas de FC.

AMADORISMO

Muitas pessoas acham que é somente criar um jogo e pronto, colocar ele em FC que vai dar tudo certo. Essas pessoas não levam em conta as várias etapas de playteste, balanceamento e produção que envolvem o desenvolvimento do jogo da sua criação até a versão final. Isso quando o próprio jogo não tem as regras modificadas ao longo dos FC's pra se adequar ao material novo que vai sendo liberado, o que é outro sinal de amadorismo: liberar material sem sequer ter testado a interação com o jogo pré-existente.

Se tem uma coisa que mostra que um projeto pode ser considerado amador é a liberação de metas e mais metas a torto e a direito, além do que já está no jogo base. Porque isso pode ser considerado amador? Simples: liberar coisas no FC, tal como mais cartas, mais personagens, mais monstros, sem sequer testar antes, e apenas para atrair mais gente dizendo "Olha! o jogo tá cheio de coisas que antes não tinha na caixa base e TODO MUNDO que apoiar vai ganhar" só atrasa a entrega do produto final: novas artes deverão ser feitas, os extras terão que ser testados e balanceados, gerando insatisfações e mais descontentamento.

Se existe alguma regra no "mundo boardgamer brasileiro" é que JAMAIS lance um jogo ou inicie uma campanha de FC sem um video de gameplay ou, pelo menos, o livro de regras terminado. Muitos projetos afundam justamente por falta de algum ou ambos os itens, ou acabam sendo extremamente "bem sucedidos" justamente pela falta de informação e altas expectativas de quem está apoiando, que acha que vai receber um jogo incrivelmente bem feito e acaba se deparando com coisas toscas e um jogo que só serve pra acumular poeira.

ATRASOS

Qualquer produto em qualquer forma de venda [seja FC, seja pré-venda ou até mesmo venda direta] pode sofrer atrasos. Todos sabemos como nossas gráficas são atrasadas em certos aspectos, e garantir um mínimo de qualidade nos jogos analógicos é algo trabalhoso. O problema é quando a entrega dos jogos sofre atrasos por outros motivos: falta de tradutor [mais um sinal de amadorismo, pois tudo já deveria estar traduzido e sendo diagramado]; balanceamento do jogo devido às metas extras liberadas; demora na produção em virtude da quantidade de material novo a ser impresso\diagramado; atraso na entrega das artes do jogo; e por ai vai. cada FC tem seus motivos, e quase sempre são os mesmos.

O que me incomoda é essa coisa que existe na comunidade brasileira de aceitar todo e qualquer atraso numa boa, na esperança de que o jogo "seja o mais foda já produzido", ou que "o atraso é válido para nos proporcionar um jogo foda". Não gente, apenas não! Se o jogo depende de extras pra ser bom, então o jogo em si não é bom! E "todo atraso é válido" é uma frase de estupidez tamanha que eu fico sem palavras pra responder. Como disse, problemas na produção acontecem, mas isso ser algo corriqueiro e acontecer em vários FC's é sinal de que tem algo errado ai.

FINANCIAMENTO NÃO É PRÉ-VENDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Muitos FC's tem começado já mostrando sua real natureza: uma pré-venda disfarçada. "Mas como assim?" já me perguntaram; e eu respondo: porque cargas d'água eu vou apoiar um FC, se após o fim da campanha eu posso comprar tudo o que foi oferecido durante a mesma? "Ah, mas apoiando o financiamento você ajuda o projeto se tornar real"... Aham, então porque durante a campanha os criadores do FC já anunciam que haverá pré-venda após o fim do mesmo? E com TODOS os itens liberados durante a campanha, que os "apoiadores" podem adquirir?

Isso me leva a outro ponto crucial e que difere E MUITO os FC's no Brasil dos internacionais...

ITENS EXCLUVISOS: TER OU NÃO TER?

Uma das coisas que atrai as pessoas para um FC é justamente os itens exclusivos, e o que mais tenho visto nos FC's por aqui é justamente a falta deste itens. Vivemos num mundo capitalista, e é óbvio que quem apoia numa quantia maior vai querer ganhar mais do que apoiou só o pacote básico.

Mas, contudo, entretanto, porém, o que mais vemos em terras brasílicas é justamente  a pouca quantidade [às vezes quase nenhuma] de itens exclusivos nos FC's, e a justificativa quase sempre é a mesma [tanto de apoiadores quanto dos criadores]: "É injusto uma pessoa ter o jogo\RPG "completo" e cheio de extras enquanto outras pessoas só receberem o jogo base, sem nada exclusivo ou extra"; ou então "É injusto só quem participa dos FC's ter todos os itens enquanto eu que não posso\quero acabo comprando só o jogo\RPG basicão depois da campanha".

ORLY? Como eu disse acima, se você quer tudo completo e todos os extras então apoie o financiamento comprando os extras\exclusivos ou entrando num nivel que tenha mais extras. Apenas isso. Claro, essa história toda não é culpa APENAS de quem fica remoendo depois que o FC acabou; é culpa dos criadores também que tem essa mente pequena de que é "injusto" um ter mais do que o outro, sendo que o primeiro apoiou com uma quantia maior que o segundo.

"Ah, mas querer comparar os FC's do Brasil com os dos EUA é injusto... são nichos diferentes". Diferentes em que sentido? que lá fora eles valorizam mais os apoiadores do que aqui, e que justamente por isso quem pode acaba apoiando um valor maior ou compra os itens extras e\ou exclusivos? As pessoas esquecem que apesar de tudo, um FC ainda é uma relação de compra e venda, onde uma pessoa\empresa oferece um produto e o apoiador compra o mesmo, esperando receber algo com um minimo de qualidade e dentro do prazo estipulado pelos criadores da campanha.

Enfim, são muitas coisas que a cada dia mais e mais se acumulam e fazem com que os FC's brasileiros não sejam atrativos e acaba que muitos projetos interessantes não sigam em frente e acabem fracassando. Claro, muitas das coisas expostas aqui não servem tanto para os FC's de RPG; mas ainda assim, muitos destes são tratados como pré-vendas.

Infelizmente, devido a tantos contratempos e atrasos e tudo mais dificilmente eu entro em qualquer FC brasileiro que me passe um minimo de desconfiança ou que não tenha o mínimo de informação.

Apenas para ressaltar e relembrar, tudo o que foi exposto aqui reflete minha opinião pessoal, portanto muitos podem discordar ou concordar; porém o mínimo que peço é respeito ao discordarem.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Aventura "O Teatro de Dante"

AEEEEEEEEEEEEEEEEEEE Calangada, tudo bem? Hoje vou ser rápido e rasteiro: trago a vocês uma aventura que achei muito foda e que promete sustos e noites de insônia aos jogadores hahahahahahahaha.

A aventura se passa num ambiente claustrofóbico: o interior de um teatro que, por algum motivo misterioso, foi alvo de um incêndio. A aventura vocês podem baixar aqui.

Divirtam-se! e tenhas várias noites de terror MWHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Game Day 4: dois dias para jogar! e muito!

Alô calangada! Tudo beleza?

Hoje venho falar de um evento que aconteceu neste último fim de semana, nos dias 29 e 30 de Novembro: o Game Day 4! Para quem não sabe, o Game Day é um evento anual, onde ficam disponibilizadas diversas máquinas de arcade, com diversos jogos! Quem viveu a adolescência nos anos 1990 vai se lembrar de jogos como "Cadillacs and Dinossaurs", "Samurai Showdown", "1941" e muitos outros que marcaram nossa infância\adolescência.

Banner do evento.
Muitas pessoas me disseram "Ah mas porque eu iria pagar pra ir num evento pra jogar jogos que eu posso jogar em casa, baixando da internet?". A questão não é pagar para jogar, mas sim conhecer algumas novidades no mundo dos games, fazer novas amizades e rever as antigas. Os jogos são apenas uma desculpa para uma socialização. E fora que são tantos jogos que mesmo sendo dois dias é difícil jogar tudo o que se quer haha.Infelizmente, é complicado falar ou explicar o que é o Game Day. Só indo mesmo para saber.

Bom, eu só pude ir no primeiro dia [por problemas pessoais], então fiquem ai com algumas fotos de como foi o primeiro dia do evento!

Entrada do salão onde ficava o palco e as atrações. À direita, as máquinas de arcade; à esquerda, os videogames.

Estandes dos lojistas.

Estandes dos lojistas.

Tinha duas mesas de totó! Pena que foram monopolizadas T_T

Lado das máquinas de arcade. Detalhe: tinha uma máquina de pinball!

Lado dos videogames. Tinha desde Xbox one e PS4 até o clássico SNes!

Parte da área externa, onde o pessoal ficou jogando Just Dance [eu acho que era esse haha]

O pessoal da Taberna Geek marcando presença na sala dos card e boardgames.

Duas mesas rolando munchkin.

Torneio de Pokemon rolando na parte da tarde.

Uma mesa onde acontecei o torneio de Colonizadores de Catan.

Outra mesa com pessoal jogando Catan.

Torneio acontecendo: Ultra Street Fighter 4 e Ultimate Marvel vs Capcom 3.

No telão principal, as partidas de League of Legends, com narração do convidado GORDOX.

O pessoal do Em Movimento fazendo gravações no evento hahaha.  Entrevista do GORDOX para o programa.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Review: "Adventure Time Card Wars" [FOR THE GLOOOORY!]

Alô Alô calangada, aqui quem fala eh da toca!

Hoje venho falar de um jogo muito simples e legal lançado esse ano pela Cryptozoic Entertainment: Adventure Time Card Wars, o jogo de cartas baseado na série animada "Hora da Aventura" [Adventure Time em inglês] e que faz sucesso tanto entre crianças quanto entre adultos. O jogo foi oficialmente lançado no dia 19 de Fevereiro deste ano, contando com dois sets de colecionador [cada set tem dois decks: um set com os decks do Finn e do Jake, e o outro set com os decks da Lady Íris (Lady Rainicorn) e do BMO] e atualmente conta com duas expansões já: uma de boosters, chamada "For the Glory!" e lançada no dia 23 de Abril, e outra sendo o set de colecionador com os decks da Princesa Jujuba e da Princesa Caroço [Princess Bubblegum e Lumpy Space Princess] lançada no dia 27 de Agosto.


O QUE VEM NA CAIXA

Cada set de colecionador vem com dois decks, um manual de regras e muitos tokens pra marcar dano, mas muitos mesmo hahaha As cartas são tamanho normal, do mesmo tamanho que Magic e outros tcgs no mercado. Cada deck vem com 50 cartas e 4 cartas de terreno [que é onde acontecem as batalhas.

As caias tem esses separadores para as cartas. Usar sleeves acaba deixando o espaço apertado, e pode estragar essa divisória.
As lanes dos 4 decks iniciais e o monte de tokens.

O JOGO

As regras são bem simples e fáceis de se entender. Cada jogador tem 4 lanes, ou terrenos, onde pode baixar suas criaturas e suas construções. Para fazer isso, deve gastar o número de ações descritas na carta, sendo que cada jogador só dispõe de 2 [duas] ações por turno para baixar criaturas ou construções e usar magias ou habilidades das cartas em jogo. Sempre que uma carta custar mais do que 2 ações, ela vai possuir um texto explicando as condições para se reduzir o custo da carta.

Interessante notar que não existe uma ordem fixa na parte principal do jogo: no começo da rodada, cada jogador compra uma carta e desvira todas as cartas que puderem ser desviradas. Depois disso, pode fazer o que quiser: baixar criaturas, atacar, usar magias, atacar mais [se for possivel]... Enquanto puder agir, o jogador pode fazer o que quiser em seu turno, sendo que outros jogadores não podem agir fora de seu turno.

As  batalhas acontecem por "lanes": as criaturas só podem atacar outras criaturas que estivem na frente delas, nunca as dos lados [a menos, é claro, que algo diga que pode]. Caso não haja nenhuma criatura na lane em frente, o oponente é quem toma o dano. No final, ganha quem conseguir causar 20 pontos de dano no oponente.

Bom, é só isso hahahaha deixo abaixo umas fotos de uma partida, ilustrando o jogo.

Até a próxima pessoal!

Os pântanos inúteis do deck do BMO.

As terras áridas do deck da Lady Íris.





segunda-feira, 24 de novembro de 2014

18º RPG na ilha - Estamos ficando "di maior" \o/

Alô alô calangada! Tudo belezinha?

Para que perdeu, rolou neste último sábado o 18º RPG na Ilha, realizado no CRJ de Vitória [Centro de Referência da Juventude], onde rolaram várias mesas de RPG, boardgames e cardgames.


Banner oficial do evento.
 O evento é aberto ao público, ou seja, totalmente "de grátis"! Basta chegar, sentar numa das mesas e começar a jogar! O RPG na Ilha é o lugar ideal para você, jovem padawan, que sofre daquela timidez e quer fazer novos amigos e conhecer novos jogos. Por isso, digo e repito: se você nunca foi num destes encontros, comece a ir! O próximo encontro é em Janeiro de 2015, por isso já vá se programando pois é um dia que não se pode perder!

Bem, neste último evento levei o jogo Butim, da Papaya Editora [se você não sabe o que é Butim, saiba mais aqui]. O jogo em si é muito divertido, leve. A partida demorou mais que onormal pois haviam muitas dúvidas acerca dos textos das cartas, mas anda que atrapalhasse a jogatina.

Caixa e componentes do jogo. Caraca, é tanta carta que depois de sleevada acaba não cabendo na caixa hahaha.


O jogo flui muito bem, com regras simples e de fácil entendimento mesmo para aqueles que nunca jogaram nenhum jogo antes. Porém, faço uma ressalva: usando as regras puras do manual, pode acontecer de em alguns momentos um ou outro jogador ficar sem cartas na mão, e isso atrasa demais o jogo; por isso, fiz algumas modificações nas regras, alguns momentos alterando mesmo e em outros mesclando as regras do modo básico com o avançado.

Apesar de não parecer, Butim é um jogo de sorte mesmo. Mas como assim?, alguns me perguntam. Eu digo: durante parte do tempo, um dos jogadores ficou muito a frente dos outros, porém outro jogador começou a saquear o primeiro, roubando os tesouros e equipamentos deste. mas também, o que esperar de um jogo de piratas? HAHAHAHAHAHA

Meu veredito é: comprem o jogo. Vale a pena MESMO, ainda mais se você curte jogos como Coup, Love Letter, Munchkin e outros do tipo. É divertido, leve, rápido e dá pra encaixar uma partida de Butim entre outros jogos, especialmente os mais demorados hahaha. Eu curti bastante e sempre levarei para os eventos [até porque a caixa é pequena e fácil de carregar numa mochila hahaha].

No mais, algumas fotos que consegui tirar antes da câmera pifar :(

Olha a alegria da criança ao saquear os outros piratas hahahaha

Hmmm deixa eu ver quem vou saquear agora...


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Review: Butim [Yo Ho Ho e Uma Garrafa de Rum!!!]

AHOY marujos! Tudo certo com vocês? Hoje venho com o unboxing\review de um jogo que tem causado muitas controvérsias no universo boardgamer brasileiro: Butim, da Papaya Editora.

Mas antes de mostrar como ficou a versão final, vamos a um breve historico: O jogo entrou em financiamento coletivo ano passado, 2013, sendo financiado com sucesso em Setembro. A previsão de entrega inicial era de Janeiro deste ano, porém por motivos pessoais e por causa de alguns fornecedores a entrega foi sendo adiada e adiada ad eternun... até que em meados deste ano a Papaya recebeu boas notícias de alguns fornecedores, decidiu trocar outros e o jogo foi finalmente sendo tocado de vento em popa. Depois de mais de um ano depois do fim do FC, finalmente os jogos foram sendo entregues.

Quer saber como ficou? Então sigam-me os bons!

IMPRESSÃO INICIAL

O jogo veio super bem embalado em papel bolha e gente... que dificuldade pra desenrolar haha. mas valeu a pena! A caixa de madeira estava intacta, apesar da caixa de papelão estar toda danificada. Ponto para a Papaya!

Eis a caixa de madeira. Linda, não é mesmo? #PURAOSTENTAÇÃO hahahaha
O jogo veio dentro da caixa de madeira, bem como o mapa de "especial", as gemas que representam os recursos do jogo (cobre, prata, ouro) e as expansões "Ilhas Perdidas" e "Mar de Sangue".


Caixa final do Butim: mesmo nível de qualidade dos jogos da Funbox.
Componentes que vem dentro da caixa do jogo.
Decks básicos da caixa básica do jogo, expansões e gemas que representam os minerais.
Mapa "especial" da versão do catarse. Cara, ele é felpudo... deu vontade de dormir agarrado com isso hahaha
Mapa "normal". Creio eu que todos os jogos devem ter esse mapa, feito em tecido e que pode ser usado como bandana!
Olhando estes primeiros componentes, valeu a pena a espera. Tudo está numa qualidade impecável, e arrisco dizer [mesmo não sendo nenhum especialista no assunto] que está no mesmo nível de jogos estrangeiros no que diz respeito à qualidade do material apresentado.

Bem, vamos ao que importa agora: a qualidade dos...

COMPONENTES.

Bom, aqui chegamos no ponto de discórdia de muita gente. Algumas pessoas receberam sua cópia do jogo com o verso das cartas com algumas diferenças na tonalidade das cores [ sim, eu fui um dos premiados], outros receberam os discos de madeira trincados ou com algum outro defeito. Bem, o que posso dizer da cópia que recebi?

Sim, as cartas das expansões tem os versos um pouco mais escuros ou claros em relação às cartas da caixa base. Isso é um problema? Sim, com certeza. Mas é algo que vai atrapalhar o jogo a ponto de querer a devolução do meu dinheiro? Para alguns sim, mas para mim não faz diferença, ainda mais por ser um jogo para se divertir mesmo, sem nenhuma pretensão. Enfim, não estou tirando a culpa da Papaya, só acho desproporcional o rumo que as discussões tomaram sobre o jogo.

Cartas da caixa básica.

Cartas das expansões. Notem que as cartas do deck de compras [as que tem uma caveira] são mais claras que as da caixa básica.
Escudos para que cada jogador esconda seus "tesouros" hahaha

Com relação aos componentes de madeira: notei que os discos possuem um corte irregular. Não sei se isso é com todos os jogos ou se foi azar meu hahaha. Não é uma coisa que vá atrapalhar o jogo, é mais por questão de estética, sabe? Os cubos de madeira ficaram bem pintados, não tenho nada que reclamar. Só tenho uma ressalva para o disco azul [ou roxo?]: dependendo da luz no local ele é facilmente confundido com o disco preto.

Componentes de madeira e as gemas.

AVALIAÇÃO FINAL

Bom, depois de mais de um ano de espera, é hora de pesar os prós e contras do financiamento.

1 - A entrega atrasou? Sim, e muito. Mas temos que pesar que não foi por querer; tem muito KS por ai que ficam meses sem nenhuma atualização e ninguém reclama, nem fala nada [isso pra não falar daqueles que somem com o dinheiro dos apoiadores]. E o pessoal da Papaya sempre foi prestativo ao responder os apoiadores [claro, dentro das limitações deles] e sempre que alguma novidade chegava, logo anunciavam a todos, seja boa ou má notícia.

2 - Os componentes foram feitos em material de boa qualidade? Ao meu ver, sim. Porém, infelizmente o pessoal da Papaya deveria ter se atentado a esses problemas da cor no verso das cartas. Uma falha pequena, ao meu ver, mas que é uma falha ainda assim.

Ao meu ver, como primeiro jogo da editora, serviu como teste para avaliar a capacidade de produção dos mesmos, considerando fornecedores, prazos e qualidade dos componentes em geral. Eu não me arrependo de participar do financiamento, porque a qualidade me surpreendeu muito.

Desde já desejo a todos da Papaya Editora muito sucesso no mundo dos jogos analógicos. Este primeiro jogo possui uma excelente qualidade que, sinceramente, espero que só melhore nos futuros lançamentos da editora.

No mais, até a próxima pessoal!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Report de sessão - RPG na Ilha

Olá galerinha! Bem, no último dia 13 de Setembro rolou mais uma edição do RPG na Ilha [para ser mais exato, este foi o 17º evento hahaha \o/].

Mas que evento é esse, tio? Pra quem não sabe o que é o RPG na Ilhe, vos digo: é um evento que acontece a cada dois meses, e sempre acontece na Ilha de Vitória. Normalmente o local de encontro é o CRJ de Vitória, que fica na avenida Vitória [vish, quantas vitórias XD], próximo à escola técnica federal. O evento é totalmente gratuito e aberto ao público, é um excelente local para fazer novas amizades e conhecer diferentes jogos [tanto de cartas quanto de tabuleiro] e sistemas de rpg.

Enfim... finalmente consegui narrar uma mesa no evento depois de vários encontros hahahaha. O sistema usado foi o Savage Worlds, meu novo xodó nos sistemas genéricos. Narrei uma sessão de terror para 5 pessoas, usando uma aventura entitulada "A Ilha sem Norte", publicada na [extinta?] revista DragonSlayer nº 3, porém com algumas várias modificações, já que a história original não parecia muito verossímil. Futuramente pretendo deixar uma cópia aqui para aqueles que quiserem se aventurar em uma ilha estranha, onde a loucura e a insanidade rondam cada pedaço da mente dos jogadores.

A história começa com o grupo em um cruzeiro pelas ilhas do caribe. O grupo era formado por pessoas comuns, que poderiam ser tanto da triupulação do navio quanto turistas aproveitando as férias. Os jogadores e seus personagens eram André cruz [o famoso "Velhinho do RPG" (um nerd chinês E tarado)], Alecsandro [um oficial reformado do exército americano], Júlio César [engenheiro mecânico responsável pela manutenção do navio], Fellipe Rocha [um desastrado animador e cuidador de crianças] e Iara Leone [ uma camareira imigrante com sérios problemas de cleptomania]. A idéia era criar um clima de mistério envolvendo o cruzeiro e uma misteriosa tempestade que "levava" o navio em direção à ilha. Na ilha, encontraram personagens enigmáticos e misteriosos, como o "louco do farol" e uma família extremamente estranha que "cuidava" da ilha. Além disso, um brilho mais que estranho dentro do lago deixou os jogadores encucados com o que era aquilo.

A cada momento tenso ou impactante, os jogadores eram testados por mim [MWHAHAHAHAHA] a fim de saber o quão forte era a mente de cada um. No final da sessão, os personagens de Alecsando, Iara e Fellipe estavam totalmente loucos, porém cientes de algo maior estava acontecendo. Bem, não sei se isso é bom ou ruim ficando a cargo dos próprios decidirem hahahahaha.

Enfim, foi uma sessão muito tensa, mas ao mesmo tempo cheia de momentos hilários, principalmente quando o chinês tarado ficava dando em cima da pobre camareira hahahaha. Foi um evento muito bom, como sempre são os encontros do RPG na Ilha. Quem não foi, recomendo que vá; e quem já vai, que vá sempre pois vale a pena!!!

Nos vemos na próxima pessoal!


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Encomenda do mês: Coup e Cook-Off.

Olá a todos!

Esse mês recebi os jogos Coup e Cook-Off, da Funbox Jogos. Para quem não sabe, o jogo Coup entrou em "financiamento" pela própria Funbox, que garantia o lançamento do jogo, sendo financiado ou não. Um dos níveis de "apoio" vinha com o jogo Cook-Off junto, e diga-se de passagem eu estava louco pra comprar esse jogo desde o dia que vi um gameplay dele pelo pessoal do Jogando Offline. Durante a campanha do Coup, haviam várias metas a serem batidas, desde cartas extras com novas ilustrações até mesmo sleeves para todos que apoiarem a campanha.

Bem, vamos ver como ficaram os jogos?

[Desde já peço desculpas pelas imagens. Meu celular não tem um foco tão bom assim hahaha]



Coup: só pode haver uma família!


Imagem das cartas: com as metas batidas, cada personagem ganhou artes alternativas. 

Bem, o que falar do Coup? Um jogo aclamado, pela crítica e pelos jogadores, com boas críticas pelo mundo, e de uma qualidade ímpar. Além disso, belas imagens ilustram cada personagem do jogo e regras simples fecham o pacote.

Coup é um jogo simples, de estratégia e blefe, dedução e advinhação, onde cada jogador tenta vencer retirando "influência" dos outros jogadores. Mas como retirar "influência"? Simples: cada jogador sempre mantem duas cartas a sua frente, e essas cartas representam sua influência. As cartas devem ficar viradas para baixo, sendo que somente quem as tem deve saber quais personagens são. Durante sua vez de jogar, o jogador pode realizar a ação de algum personagem [que ele tenha ou não], dar um golpe de estado em algum outro jogador pagando 7 moedas [detalhe que se um jogador começar sua vez com 10 moedas, ele deve obrigatoriamente realizar um golpe de estado contra alguém], pegar uma moeda do banco ou solicitar ajuda externa pegando duas moedas do banco. Quando um jogador declara que está usando a ação de algum personagem, qualquer outro jogador pode questionar a ação, desafiando o outro jogador. Caso a pessoa que fez a ação tenha o personagem em questão, revela ele e então quem desafiou perde uma influência, isto é, revela um dos personagens que tenha [assim, ele só vai poder usar um personagem pelo resto do jogo]. Quem venceu o desafio embaralha o personagem de volta no deck e compra um novo. Entretanto, se a pessoa que está realizando a ação não possuir o personagem em questão, deve revelar um de seus personagens, perdendo uma influência. O último que permanecer em jogo com pelo menos uma influência vence o jogo.

Simples, não é mesmo? Eu particularmente adorei a agilidade do jogo, permitindo várias partidas diferentes num curto espaço de tempo. Cada partida pode ser jogada com 2 até 6 jogadores.

A Funbox fez um excelente trabalho na produção do jogo: a caixa segue o mesmo padrão da caixa do Cook-Off, sendo feita num papelão de maior gramatura e mais firme que as caixas dos jogos produzidos pelas grandes empresas; as cartas foram feitas num papel especial, de maior gramatura e mais firme; as moedas do jogo foram impressas em um papelão grosso, resistente. A qualidade é notável em cada detalhe do jogo. Realmente, uma compra que vale a pena.

Abaixo, uma foto dos personagens extras que podiam ser adquiridos durante a campanha. Reconhecem todos?


Cook-Off: TÁ NA HORRRA DE MATARRR A FOMEEE!


Os tabuleiros de cada chef participante do torneio.

Cook-Off é um jogo bem ao estilo dos eurogames: o fator sorte não pesa tanto durante o desenrolar do jogo, sendo a estratégia e suas escolhas que definem as próximas rodadas. O jogo comporta de 4 a 6 jogadores.

A história do jogo se passa durante um torneio de culinária, onde renomados chefs internacionais se enfrentam para decidir quem é o melhor cozinheiro. E pra vencer, vale de tudo: cozinhar feito louco, sabotar os outros chefs colocando lixo em seus fogões, envenenando seus pratos, enfim, vale de tudo mesmo!

O jogo se divide em 10 rodadas, com 3 turnos dentro de cada rodada. A cada rodada, os jogadores escolhem 3 cartas de sua pilha e colocam em seus tabuleiros, na ordem que quiserem. Após o primeiro turno de cada rodada, os jogadores podem decidir se vão mudar ou não a ordem da segunda e terceira cartas. Isso é feito a cada rodada, e no final ganha quem marcar mais pontos.

Mas como eu ganho pontos no jogo? Cada carne cozida vale 6 pontos e os vegetais valem 2; cada sabotagem bem sucedida concede 1 ponto. Entretanto, as carnes devem ser preparadas duas vezes seguidas, e se um jogador não conseguir ou se decidir cozinhar outra coisa, deve descartar a carne [ninguém mandou deixar cozinhando demais, não é mesmo?]. Caso todo o tabuleiro do jogador esteja sujo, ele deve gastar uma rodada inteira limpando seus utensílios e o fogão, preservando e guardando os itens que não foram usados ainda.

Ainda no final do jogo, cada jogador ganha ou perde pontos dependendo do que ainda estava fazendo: uma carne mal passada concede 3 pontos, cada parte do tabuleiro que esteja sabotada faz com que o jogador perca 2 pontos e ainda ganha mais 3 pontos o jogador que possuir mais vegetais cozidos.

Simples, prático, rápido. Bom para uma tarde de jogo em família, não é mesmo?

Componentes do jogo: muito bem feitos e trabalhados.

Os componente do jogo são feitos em um material muito bom, numa gramatura ideal. Os marcadores de vegetais, carnes e sabotagens são feitos num papelão grosso e resistente e dão aquela impressão de que vão durar bastante tempo. A caixa é feita em papelão grosso, resistente.

Veredito


Recomendo fortemente os dois jogos, tanto pela qualidade dos componentes quanto pela facilidade das regras. São jogos leves, mas que levam uma boa dose de estratégia para vencer.

Apesar de serem de temáticas diferentes, vale a pena a compra, especialmente para aquela sessão da tarde de jogos, seja com a família seja com os amigos.

No mais, até a próxima pessoal!